domingo, março 10

Os melhores de 2012


Este ano foi particularmente fácil de distinguir os melhores...

1º A Vida de Pi
2º Extremamente Alto Incrivelmente Perto
3º Amigos Improváveis
4º Amour
5º O Artista
6º Vergonha
7º As Vantagens de Ser Invisível
8º Looper
9º O Cavaleiro das Trevas Renasce

Estes foram para mim os filmes que marcaram 2012...

segunda-feira, fevereiro 25

Red Carpet

Todos os anos as pessoas falam-me na Red Carpet e eu todos os anos adormeço nessa parte. Porquê? Não sei! Mas este ano eu não adormeci, apesar do cansaço consegui ver os vestidos todos! Surpreendente!

Sou adepta da simplicidade elegante, considero que a elegância não está no vestido que se veste, mas sim na forma como se veste, o cabelo, os acessórios, tudo é importante para tornar uma mulher elegante, este ano foi particularmente interessante...
Vamos às Jennifer's; Lawrence estava muito bonita, mas com um exagerado vestido de balão e cauda, que a fez cair mais tarde durante a cerimónia. Anniston estava muito simplista e perdeu muita elegância por causa do penteado. Theron estava hipnotizante, fantástica, como sempre, sem dúvida uma das mais bonitas. Todos os anos tenho uma especial atenção com Anne Hathaway, este ano ficou muito abaixo das minhas expectativas  apesar de elegante e simples o vestido não conseguiu fazer justiça à beleza desta mulher. Catherine Zeta-Jones estava extravagante, poderosa, lindíssima! Amy Adams é a para sempre princesa da passadeira vermelha, com um ar muito leve e gracioso. Jane Fonda é dona de uma elegancia extrema, que até o vestido amarelo (que era um pouco esquisito) lhe ficava muito bem. Agora sim a mais bonita, actual e elegante foi sem dúvida Halle Berry, com um vestido perfeito para o seu corpo, pele, olhos e cabelo.


E o Oscar foi para...


Contra a minha televisão avariada, mais de trezentos quilómetros de estrada, ausência de cafeína no sistema e uma casa gelada, eu vi os Oscares! Dormi duas horas desde o final da cerimónia até agora, escrevo um comentário, e seguidamente vou tratar do meu trabalho.

Vencedores em: http://oscar.go.com/nominees

Este ano achei que os prémios foram surpreendentes, porque não houve um filme que se destacasse, houve a Vida de Pi que arrecadou quatro Oscares de categorias técnicas e melhor realizador (estatueta bem merecida na minha opinião) e Argo que se revelou uma surpresa esperada, melhor argumento, melhor filme e melhor edição, estatuetas que se esperavam para Lincoln. A grande surpresa desta longa noite foi Jennifer Lawerence e Quentin Taranrino, dois Oscares que apesar de merecidos nunca sonhei que pudessem de facto ser entregues. A melhor mistura de som foi mal entregue aos Miseráveis,  pois a Vida de  Pi consegue ser muito superior nesta categoria. Ang Lee foi mesmo o realizador do ano, uma das estatuetas mais bem merecidas do ano.
A apresentação da cerimónia foi muito divertida e com um humor muito próprio, no entanto, continuo a preferir Hugh Jackman a apresentar. Não sei se é sono, mau humor ou algo menos convencional, não fiquei inteiramente satisfeita com a cerimónia, faltou algo mágico nesta gala, ainda não consegui descobrir bem o quê.
O ponto alto da noite, para além dos momentos musicais e a homenagem aos que partiram, foi a entrega do Oscar de melhor actor principal a Daniel Day-Lewis, esse grande senhor que abraçou Meryl Streep com uma emoção extrema, a forma humilde e sincera como recebeu a estatueta foi muito comovente.
Antes de terminar este pequeno comentário, quero congratular os meus leitores, pois Argo foi mesmo o filme da noite.

Mais uns Oscares, mais uma noite mágica, um bom dia, e bons filmes.


sábado, fevereiro 23

As escolhas dos meus leitores...


Desde já agradeço às poucas pessoas que participaram neste pequenino desafio, que foram muito poucas. Dos meus amigos, só uma pessoa é que participou, desde já um abraço muito especial para ele, de todos os outros que graciosamente disponibilizaram o seu tempo para participar, quero enviar um caloroso agradecimento.
Então as vossas escolhas foram:

Melhor Filme:
Argo (A escolha dos Bafta, no entanto os americanos oscilam entre este e Lincoln)

Melhor Actor:
Daniel Day-Lewis (Escolha unânime)

Melhor Actriz Principal:
Jennifer Lawrence (confesso que fiquei surpreendida com esta escolha)

Melhor Actor Secundário:
Christoph Waltz (Escolha também unânime)

Melhor Actriz Secundária:
Anne Hathaway (Confesso que gosto muito de Hellen Hunt e só por ser mais velha é que a escolhi, só vi o filme em que é nomeada hoje. Hathaway está realmente fantástica em os Miseráveis, consegue salvar o filme, excelente opção)

Melhor Filme de Animação:
Brave (novamente unânime)

Melhor Filme Estrangeiro:
Amour

Melhor Realizador:
Nesta categoria houve um empate entre Steven Spielberg e Michael Haneke

Algumas pessoas mandaram-me todas as categorias, a maioria escolheu a Vida de Pi para as categorias técnicas, guarda-roupa para Anna Karenina, argumento original a oscilar entre o Django e Amour, no argumento adaptado entre Argo e a Vida de Pi.

Mais uma vez muito obrigada, espero que as vossas preferências sejam recompensadas.
As minhas não têm grandes esperanças... Espero que Amour e a Vida de Pi tenham a recompensa que merecem, para mim são os em competição!

quarta-feira, fevereiro 20

Hitchcock

Postura altiva, expressão ausente, olhar desconfiado e personalidade arrepiante... Este é Alfred Hitchcock.
Elegante, face gentil, olhar misterioso e mente genial... Esta é Alma Hitchcock.

Viver na sombra de um grande génio é a vida de alguém genuinamente mais genial, este foi o destino de Alma Hitchcock, a mulher que tornou Psycho numa obra prima, a mulher que tornou os duches mais assustadores que a própria noite. 
Hitchcock é um filme com uma caracterização e fotografia muito superiores, perde muito na falta de consistência do argumento, oscilando entre momentos fantásticos e cenas desnecessárias, coberto de imaturidade textual. Excluindo elementos argumentativos e focando-nos nas interpretações, conseguimos observar aqui fantásticas performances de Anthony Hopkins; que capta ao mais ínfimo pormenor a postura de Alfred, com uma voz surpreendente e arrepiante, e no lado feminino temos a sempre magnifica Helen Mirren; que consegue hipnotizar o espectador a cada segundo que a vemos no ecrã. Scarlett Johasson e Jessica Biel são donas de uma beleza única, mas ficam muito camufladas durante o filme, sendo autênticas esculturas sem fundamento descritivo.
Agora vamos ao momento que interessa realmente, ou seja, vamos à história, à derradeira história do maior sucesso que o cinema de suspense/thriller já conheceu, o mesmo em que todos julgavam ser uma história repugnante e intocável, a história de Ed Gein, o verdadeiro Psycho. Muitos foram os filmes baseados na vida de Gein, muitos foram os documentários que se fizeram, mas o primeiro homem a olhar para este ser assustador com olhos artísticos foi Hitchcock, Alfred Hitchcock. O que o público desconhecia é que a sua versão original era um fortíssimo fracasso, é aqui que precisamos de um génio cinematográfico, que não é nada mais nada menos que a sua mulher. O desconhecimento do público em geral (incluo-me neste leque de pessoas) torna a história mais cativante fazendo mesmo o filme valer muito por isso, assim ficamos a conhecer esta magnifica mulher, que soube ser o número dois, sabendo que poderia ser o número um. Ainda se consegue ter um laivo das paixões de Alfred pelas suas loiras, os seus estranhos hábitos e as expressões e sarcasmo irreversíveis, alguns pormenores que dão algum charme ao filme.

De tudo aquilo que se vê existe uma mensagem imperativa: "Ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher.", e Alfred era um génio mas faltava-lhe Alma (a mulher e o pedaço metafísico humano).

terça-feira, fevereiro 19

Cloud Atlas


Depois de uma semana isenta de comunicação informática, eis que finalmente consigo cumprir a promessa de escrever um texto sobre o filme Cloud Atlas...

A vida é uma melódica viagem, composta por cenas, fases e actos, que intercalados compõem a razão da nossa existência...

Cloud Atlas é um filme com um potencial estrondoso, uma história original, a tropeçar no fantástico, combinando acção, romance, ficção cientifica e abordagens metafisicas da existência humana. O que falha redondamente nesta gigantesca produção de efeitos especiais e caracterização é precisamente a forma desconjuntada como é realizada, ou seja, tecnicamente o filme é muito fraco, chegando mesmo a entrar no campo do ridículo. É impressionante como um argumento tão complexo, e até mesmo fascinante se torna tão difícil de se conseguir ver, existe quase que um conflito interior no espectador, como se uma parte estivesse profundamente interessada e a outra metade quisesse adormecer na cadeira. À parte a falha técnica, este filme tem interpretações muito interessantes destacando-se Hugo Weaving, Jim Sturgess e Donna Bae, os actores que quanto a mim ficaram um pouco abaixo das expectativas, foram sem duvida Tom Hanks e Halle Berry.
A história de Cloud Atlas é magnifica, o entrelaçamento das nossas vidas e as dúvidas que se repetem de forma mágica e constante, o puzlee que construímos com as mesmas peças mas de diferentes formas e os caminhos que percorremos onde, sem saber, estão as mesmas pessoas que tanto ambicionamos encontrar.
Em suma, temos uma poderosa temática abordada de uma forma um tanto ou quanto tosca...

domingo, janeiro 13

Nomeações para os Oscares

Finalmente aproxima-se aquela altura do ano que nós, amantes do cinema, esperamos ansiosamente todo ano para presenciar, a escolha dos melhores de 2013.
Aqui vou revelar os nomeados e as minha preferências, mas este ano vamos alterar um pouco as regras. Ultimamente o blog tem sido muito visualizado, por esse motivo, e para retribuir a preferência e todo o carinho que estes leitores me têm oferecido, gostaria de saber os seus favoritos, e colocar aqui a vontade da maioria, na noite de 23 de Fevereiro, anterior à gala. Convido-vos a participar nesta pequena "brincadeira"...
Agora os nomeados:

Melhor Filme

Amour
Life of Pi
Argo
Lincoln
Beasts of the Southern Wild
Silver Linings Playboy
Django Unchained
Zero Dark Thirty
Les Misérables

Melhor Actor Principal

Daniel Day-Lewis
Hugh Jackman
Denzel Washington
Bradley Cooper
Joaquin Phoenix

Melhor Actriz Principal

Jessica Chastain
Jennifer Lawrence
Emmanuelle Riva
Quvenzhané Wallis
Naomi Watts

Melhor Actor Secundário

Alan Arkin
Robert DeNiro
Philip Seymour Hoffman
Tommy Lee Jones
Christoph Waltz

Melhor Actriz Secundária

Amy Adams
Sally Field
Anne Hathaway
Helen Hunt
Jacki Weaver

Melhor Filme de Animação

Brave
Frankenweenie
ParaNorman
The Pirates! Band Misfits
Wreck-It Ralph

Melhor Filme Estrangeiro

Amour
Kon-Tiki
No
A Royal Affair
War Witch

Melhor Realizador

Michael Haneke - Amour
Benh Zeitlin - Beasts of the Southern Wild
Ang Lee - Life of Pi
Steven Spielberg - Lincoln
David O. Russell - Silver Linings Playboy

Restantes categorias em http://oscar.go.com/nominees

Cada ano que passa esperamos ser surpreendidos com as nomeações, mas com a escassez de excelentes filmes, já é altamente previsível os filmes que se destacam, e os vencedores deste ano. Possivelmente aqueles que julgo serem os melhores do ano não vão conseguir alcançar a estatueta, mesmo assim vale sempre a pena destacá-los.

Bons Filmes e Bons Oscars 2013...

quinta-feira, dezembro 27

Life of Pi

Uma aventura inacreditável, uma lição de vida fascinante...

Finalmente estamos naquela época do ano em que no cinema só existem estreias de filmes fantásticos, este é o primeiro de muitos que o vão seguir, pelo menos assim o espero.

A Vida de Pi é sem dúvida um dos melhores filmes que já vi na minha vida, pessoalmente, achei a história fantástica, a fotografia genial, a banda-sonora arrepiante, as interpretações peculiares (Irrfan Khan e Suraj Sharma) e os efeitos especiais generosos. Ou seja, tecnicamente o filme está altamente bem construído. 
Pessoalmente avalio muito os filmes pela introdução (penso que sejam influências da saga do espião britânico James Bond), esta abertura de filme está magnifica, transmitindo exactamente a paz e tranquilidade que o filme pretende atingir. Esta viagem é filmada num paraíso terrestre, a Índia, o que torna o ambiente cinematográfico colorido e apaixonante. Mais uma junção de Hollywood e Bollywood em que Ang Lee conseguiu a perfeição.
Geralmente dou bastante mais relevo à parte técnica do que à interpretação "substancial" das películas, penso que todos os filmes devem ser interpretado individualmente sem influências exteriores, este em particular é muito espiritual, magnificamente complexo e subjectivo, sendo imperativa uma análise mais profunda.
Pi é uma criança curiosa e confusa, é um adolescente estranho, inteligente e aventureiro, é um homem calmo, ponderado e crente. Estes são os nossos estádios de crescimento, infância, adolescência e vida adulta, onde cada um de nós aprende a viver com aquilo em que acredita, seja nada, seja tudo, seja só alguma coisa. Durante a vida de Pi todos os acontecimentos parecem estranhos e por vezes até absurdos, existem momentos em que pomos em causa toda a história de Pi simplesmente porque não estivemos presentes ou porque é irracional acreditar, mas o mesmo não acontece com a religião? Acreditar cegamente em algo? Ter fé? A religião é acreditar no inacreditável, certo? A vida de Pi é como a religião, inacreditável. Mas porque razão é mais fácil acreditar em Deus do que na palavra de Pi? Porque Pi mente. Mas e Deus não mente? Não! Porquê? Excelente questão...
O homem precisa de criar para se abrigar do medo, precisa de sonhar para atenuar o sofrimento, todos precisamos de um porto de conforto existencial...
É também maravilhoso ver a relação de Pi com Richard Parker, é encantador observar os laços que se criam entre o felino e o homem, transcende a nossa capacidade de compreensão da natureza.

Uma jornada épica de um jovem que estava perdido no grande mar salgado e no árido deserto espiritual.

Altamente recomendado para um mundo perdido, sem rumo e sem fé. 
Na lista dos favoritos do 7ªArte.

sábado, dezembro 8

Realidade, Sonho e Ficção

Não sou pessoa para partilhar com todos as minhas aspirações para o futuro mas, o destino num país sem qualquer esperança, nem vínculo emocional ou criativo, fez-me mudar de ideias.
Estou prestes a terminar um curso que me vai abrir portas para um mercado de trabalho que exige responsabilidade e dedicação, e que oferece uma estabilidade delicada mas, ainda algo segura, falo da saúde. Para trás ficam as aspirações de artista, o sonho de construir um futuro em comunhão com a natureza, o sonho de querer percorrer o mundo com uma câmara de filmar nas mãos, rabiscando memórias do presente, sem qualquer pensamento no futuro.
Na minha vida sonho poder nadar sem restrições de tempo, quero poder escrever numa à mão ou à máquina, filmar momentos únicos e dançar em locais virgens, sem homens para destruir as suas virtudes.
Quero percorrer a India sem que me digam para onde ir, mas que me acompanhem numa viagem espiritual, procurando mistério e descobrindo aventuras. Aspiro caminhar descalça nas florestas irlandesas, sentindo a trovoada a pulsar nas minhas veias e a chuva na minha face pálida. Depois de explorar a natureza no seu estado mais puro, desejo caminhar nas ruas de Paris e ler algum bilhete deixado num vidro embaciado ou num livro velho com as palavras: Je t’aime. Ainda assim sonho ir à terra de sua majestade agarrar furiosamente num microfone e soltar a voz da minha alma, num recinto apilhado de pessoas alegres. Desejo criar algo meu, partilhar com o mundo as minhas criações, impedir que elas morram em mim, continuar a ser a criança que sempre fui, para que a minha imaginação nunca morra.
Nasci no país dos descobridores, cresci na ânsia de descobrir, hoje com vinte e um anos descubro que escolhi o caminho errado, que morri antes de ter vivido.
Ainda assim assumo a minha escolha, vivo na minha realidade, mas sempre com os olhos postos na ficção, porque um dia vou realizar o sonho.
Pedras no caminho? Guardo-as todas um dia vou construir um castelo.” (Fernando Pessoa)

sexta-feira, dezembro 7

Anna Karenina

A Magia do teatro no cinema,
A história de uma mulher prisioneira da sua própria existência...

Um dos maiores clássicos da literatura chega ao cinema, com um orçamento de crise e a assinatura de Joe Wright, uma combinação que não poderia ser mais perfeita...
Anna Karenina é uma aventura emocionante pelo mundo da fotografia original, e pelo teatro em movimento, transmite o principio de que é possível fazer-se cinema num teatro. Mas será possível fazer cinema estupendo confinado num teatro? Obviamente que sim!
A originalidade é o ponto mais forte de todo o filme, Mathew Macfayden tem uma performance muito acima do excelente sendo mesmo o melhor actor em cena, com uma personagem loucamente cómica e provocante. Aaron Johnson é sedutor e delinquente, contrastando com Jude Law, um honesto e respeitável homem da aristocracia Russa consumido por costumes e vidrado em boas maneiras. A bela e encantadora Keira Knightley é electrizante a cada segundo, continua a existir uma química claramente surreal com câmara, um feitiço que a actriz lança ao público e perdura durante todo o filme. Dario Marianelli é uma das peças chaves, autor de uma banda-sonora magnifica e de uma criatividade inigualável, que faz o espectador contorcer-se de arrepios. Tom Stoppard constrói um argumento contagiante mas complexo, relaxante e irritante, um ingrediente fantástico, que proporciona ao filme outro nível de encantamento.
Quando vemos esta película sente-se a música a ecoar nos ouvidos de forma que as palavras amargas nos soam a doces, os olhares que se cruzam são tão intensos que a música deixa de reinar e a incerteza apodera-se da nossa mente, ainda sem perder o rumo o nosso corpo sente o silêncio que os nossos ouvidos ignoram e cria um ensurdecedor ruído de medo e incerteza. Anna Karenina consegue transportar-nos para um plano celestial de puro deleite, sustentado por alicerces de interpretações estrondosas.
Toda a metáfora associada à ideia de que dentro do teatro estamos no plano aristocrata, preso à sua sociedade hipócrita e mesquinha, curvado perante os moldes dos bons costumes que soam a medo, e fora do teatro reina um mundo livre de polimentos, onde o sol irradia o ar puro e a vida deixa de ser fútil. É divinamente brilhante.

Anna Karenina é cinema encantador e mágico...