domingo, maio 22

Pirates of Caribbean On Stranger Tides

Johnny Depp está de volta na pele do carismático pirata Jack Sparrow, aliás Captain Jack Sparrow. Nesta viagem não está em questão a vida de uma bela donzela, não estão em causa cofres de homens mortos e a navegação não é feita no "Precious Pearl", mas sim no "Queen Anne's Revenge" comandado pelo temível Blackbeard (Ian MacShane).

Depois de termos encarado a viagem aos
Confins do Mundo como a última, depois da confusão que se gerou para perceber como a saga tinha terminado, e de chegar à conclusão que 99,9% da população não tinha visto o final de Elizabeth e Will Turner, entendemos (finalmente) que há mais um rumo a seguir... chegar à fonte da juventude!
O capitão deste filme já não é
Gore Verbinski (com muita pena minha) mas sim Rob Marshal, que não se mostrou à altura de continuar a navegar por mares já navegados.
Este último
Piratas das Caraíbas revela uma falta de conexão e bom senso inimagináveis a nível do argumento, é verdade existe humor e acção mas não na proporção necessária nem na qualidade ambicionada. Digamos que o título "On Strange Tides", encarado no sentido pejorativo, é perfeito para resumir toda uma crítica sobre este filme.
No que diz respeito ao romance, qualquer gota de química entre
Penélope Cruz e Johnny Depp é pura imaginação, e todas as tentativas forçadas dos actores tornam-se estupidamente ruins e dificilmente têm o resultado esperado. Quanto aos actores secundários que vêm substituir Orlando Bloom e Keira Knightley (Sam Claflin e Astrid Berges-Frisbey), têm interpretações pouco activas ou até mesmo produtivas, e de tal forma más que, o romance se transforma num cliché miserável e previsível.
Os efeitos especiais e a banda-sonora, do excepcional cavalheiro Hans Zimmer, são elementos técnicos que estão (como sempre) esplêndidos. O que no meio de tantos bocejos e momentos de pura decepção acaba por não ser tão valorizado como deveria.


A questão que reside no final deste filme é: O que aconteceu à sereia Syrena e ao missionário Philip?! Bem... na verdade não sei mas, o que atormenta mais o meu ser não é isso! O que perturba a minha mente depois de ver a desilusão que foi navegar até à fonte da juventude é isto: Será que vai haver o Piratas da Caraibas Cinco?! Espero bem que não para desanimar já bastou este.... mas sim parece que há alguém quer continuar a lucrar com a saga!

Resumindo, os fãs da saga vão ficar decepcionados e intrigados, os fãs de Johnny Depp ou Geoffrey Rush vão ficar mais uma vez impressionados. No entanto os indiferentes ou os que não viram os filmes anteriores vão dizer: "Foi engraçado!" Todavia não se deixem enganar caros amigos e leitores pois o que está para trás é muito mais emocionante do que aquilo que acabaram de ver.

Ps- Caro espectador por favor não se esqueça de ver os créditos finais até ao fim como aconteceu em
Piratas das Caraíbas Nos Confins do Mundo há um final à sua espera!

segunda-feira, maio 16

Pina Bausch



Pura arte de emocionar sem sequer dizer uma única sílaba! Apaixonante, deslumbrante, extraordinário, magnifico e claro maravilhoso!

domingo, maio 1

Mean Creek (2004)

Fui ao baú dos filmes que me ofereceram e que nunca tive oportunidade de ver (ou nunca quis) e descobri entre Scary Movies e Espartanos do pior uma pérola cinematográfica realizada por Jacob Aaron Estes, Mean Creek. Isto prova que por vezes somos donos de verdadeiras relíquias e nem damos por isso, talvez pela nossa genuína ignorância...

Este filme narra a história de um rapaz, Sam, que é vítima de bulling por parte de um colega obeso (George) e com sérios problemas de integração social. É neste momento que Sam recorre à ajuda da sua colega, Millie, do irmão mais velho, Rocky, e seus amigos, Marty e Clyde. Planearam meticulosamente uma pequena vingança perfeita contudo, de um momento para o outro tudo muda...

Os actores deste elenco apesar de jovens são todos extraordinários, todos eles conseguem interpretar as personagens dramáticas sem excessivo melodrama. Penso que isto se deve às orientações por parte da realização que está extremamente bem conseguida, tanto a este nível de direcção de actores como no parâmetro técnico.

Para além de realizar Jacob Aaron Estes ainda é responsável pelo magnífico argumento que o filme apresenta. Depois de nos contemplarmos com esta surpreendente construção de texto ainda somos maravilhados com uma espectacular fotografia, banda-sonora e momentos de silêncio absolutamente arrepiantes.

Os temas abordados ao longo deste filme são todos eles complexos todavia, são aqui espelhados de forma peculiar e inteligente, que revela uma profunda reflexão por parte do realizador sobre os assuntos em questão. O bulling e as suas temíveis consequências é o objecto central, sobre o qual vão girar problemas morais e éticos expostos de forma brutal ao espectador. Estas cinco crianças vêem-se numa situação irreversível que pode alterar o curso das suas vidas para sempre. Para resolver tudo isto só têm de tomar uma decisão, com as seguintes opções: assumirem responsabilidades; não assumirem fazendo-se de inocentes; ignorar o acontecimento esperando que caia no esquecimento.
Toda esta dúvida enigmática vêm ainda acompanhada de problemas emocionais... Marty é um jovem problemático que assistiu ao suicídio do seu pai bêbado, Clyde é um jovem doce e carinhoso cujos pais são um casal de homens homossexuais, razão pela qual é constantemente ofendido verbalmente, e Sam é agredido permanentemente na escola.


Toda esta "série de acontecimentos desastrosos" leva-nos a ponderar o que faríamos naquela situação? Agiríamos de forma moralmente correcta? Ou pelo contrário seriamos egoístas ignorando a moral e a ética?

sábado, abril 23

Scream 4


"What's your favourite scary movie?" after this question is only Screams!

Sidney Prescott (Neve Campbell) é de novo perseguida por mais um scary movie freak, mas desta vez o assassino está mais próximo do que nós podemos imaginar, e mais não digo.
Scream é já por hábito uma saga de terror para rir, e este não fica nada atrás dos anteriores, há de facto uma inovação neste novo serial killer, no entanto o final não é muito diferente dos restantes.
Os filmes de terror também têm clichés e Scream 4 prova isso mesmo, o humor negro é uma constante, no entanto é adornado de alguma surpresa...
Resumindo não traz nada de novo, só altera algumas regras relativas aos filmes de terror, nunca deixando de ser de gritos!

Hello Sydney! Nice to ear from you... again!

sexta-feira, abril 22

Last Night

ATENÇÃO: Contém Spoilers

24 horas para perceber o que se quer de um casamento, 24 horas para criar uma relação extraconjugal... E no dia seguinte? O que se passou na noite anterior permanece um segredo ou nem por isso?


Keira Knightley e Sam Worthington são os protagonistas da história de um casal, em que ambos os parceiros são sujeitos a tentações (carnais ou platónicas) fora da sua relação amorosa e/ou matrimonial. Pode parecer um tema aborrecido, banal e consumado por clichés, mas na verdade é um intrigante e espirituoso drama, sem a melancolia estúpida do costume e com um argumento tão bem escrito e fluente que nos intriga e ao mesmo nos envolve. Também igualmente extraordinária é a fotografia, e evidentemente as radiantes interpretações dos actores tanto principais como secundários.
Existe uma poderosa química entre cada elemento desta história que é um vigoroso magnetismo cinematográfico. Sam Worthington e Eva Mendes partilham de um desejo carnal tão intenso que nos deixa boquiabertos. Do outro lado está Keira Knightley que revela um voluptuoso magnetismo com a câmara e ao mesmo tempo com Guillaume Canet tornando a relação entre ambos perfeita... A cena do elevador consegue ser forte, mágica, doce e por fim sensual, e tudo isto diante de quatro paredes quase em ruínas.
Massy Tadjedin tem neste filme a receita perfeita para realização, representação e argumento ao mais alto nível.

É magnifico como todo o filme nos percorre e nos fascina até ao último minuto em que deixa ao critério do espectador decidir o que vai acontecer.

O filme resume-se a esta frase: Simples mas extraordinário!

sábado, abril 16

Red Riding Hood - A Rapariga do Capuz Vermelho

E aqui está o novo filme de Catherine Hardwicke, a câmara mantêm-se, os clichés do argumento também só mudam os actores...

É a mais pura das verdades quando dizemos que Hardwicke criou o melhor filme da saga
Twilight, é indescutivel que foi a única a conseguir que os protagonistas deste mesmo fenómeno juvenil criassem alguma química em frente às câmaras. No entanto isso não faz dela um génio, ou uma excelente realizadora, faz dela uma profissional em ascensão na categoria cinematográfica dedicada aos jovens!
Red Riding Hood
é o típico filme em que é suposto haver mistério, acção e misticismo, porém o que vemos na tela são um conjunto de actores atraentes (e alguns profissionais de qualidade) a exibirem a sua sensualidade e química (inexistente). Esperava-se algures no argumento uma aproximação à história dos Irmãos Grimm ou uma reinvenção da história do Capuchinho Vermelho, algo que não aconteceu.
Amanda Seyfried já nos deu provas de ser uma actriz com algumas qualidades representativas na série
Veronica Mars e eventualmente no filme Juntos ao Luar, no entanto, neste filme é completamente esmagada alguma hipótese ou tentativa de expressar qualidades artísticas, sendo a jovem actriz reduzida a um cliché de "pretty girl on a monster movie". Os protagonistas (Shiloh Fernandez e Max Irons) são, previsivelmente, um péssimo ingrediente, e que pioram substancialmente a prestação da actriz, criando um triângulo amoroso pouco substancial e sem qualquer pinga de química. A banda-sonora que era algo que esperava estar bastante razoável ou até mesmo excelente, torna-se um elemento cada vez mais desinteressante e pouco motivante conforme o desenrolar do filme.
Escusado será dizer que o público mais entusiasta da realizadora irá adorar sobretudo pelo "fetichismo" dos planos de câmara. Não censuro o género de Hardwicke em relação à movimentação da sua câmara, mas se isso fosse acompanhado de um bom argumento e de boas interpretações o resultado seria muito mais notável ou até impressionante.
É de todo impossível não comparar este filme a Twilight, penso que Catherine Hardwicke, quis repetir o sucesso de bilheteira, o que provavelmente vai conseguir.


Ps- É escusado mandar e-mails insultuosos acerca da minha posição em relação ao Twilight pois a minha opinião é apenas e somente minha não querendo melindrar fãs ou entusiastas da saga. Obrigada, Catarina R.P.

sábado, abril 9

The Breakfast Club (1985)


Aquele filme que alterou para sempre a minha adolescência!
Quem somos nós?! Cérebros, Atletas, Taradas, Princesas ou Criminosos?!
Nós somos como os outros nos querem ver... Estranhos!

sexta-feira, abril 1

Whip It

Find what you like and do it in the way you like it! "Kick Ass Girl!"

A admirável jovem Ellen Page prova mais uma vez ser uma actriz notável e com uma maturidade incrível a representar a própria imaturidade. Temos neste filme Drew Barrymore a comandar um "bando de miúdas machonas", e com os pés bem assentes na terra, ainda que a rolar!
É um filme para adultos que não sabem o que fazer e que ainda não cresceram e adolescentes com crises existenciais, não sabem o que fazer, e que têm conflitos com os pais.
Como se pode calcular o argumento e a própria realização não são nada de transcendente, mas é o típico filme que nos deixa prontos para rolar até dizer não nesta pista que é a nossa vida. Pode não ser uma pérola do cinema, pode não ser um clássico, ou um filme que nos deixe deslumbrados, mas pelo menos chega para nos fazer pensar que por vezes aquilo que os outros julgam ser o melhor para nós, não é o que nos torna mais felizes!
Whip It é divertido, energético e sobretudo muito, mas mesmo muito hilariante. Resumindo é Ellen Page com palavrões de Drew Barrymore!!!

terça-feira, março 29

Rango - Behind the Scenes





Rango, o fenómeno da animação do ano!

Because find yourself could be a really great adventure!
Society can be cruel!

terça-feira, março 22

Blue Valentine

A vida de um casal como nunca ninguém viu...

Chegou às salas de cinema um filme com um romantismo cruel que é no mínimo curioso e único. Blue Valentine explora a intimidade de um casal de uma forma pouco usual com um realismo impressionante, que nos faz pensar no que é o amor, a família, o casamento, as obrigações maternas e paternas e por fim como todos estes ingredientes se misturam entre si, criando um conflito interior pessoal, mesmo no seio de um casamento e/ou relação. Este filme torna-se único não pelo tema em si, mas mais especificamente pela a forma como é explorado, tanto a nível emocional, como a nível sexual.
A fotografia e os planos de câmara estão de tal forma bem conseguidos que revelam uma força e interacção muito intensa com o público, há quase que uma química entre os actores, o espectador e a câmara. O argumento é (como eu costumo dizer) poderoso, acompanhado de duas extraordinárias e magnificas interpretações Ryan Gosling e Michelle Williams. Ambos os actores revelam uma poderosa química que nos deixa completamente boquiabertos! Extraordinário o trabalho que ambos conseguiram fazer, isto porque
quando assistimos ao filme verificamos que Dean e Cindy são um só, e nós que estamos apenas a observar, como seres não intervenientes na história, não podemos deixar de sentir aquelas angústias, dúvidas e expectativas a que somos expostos a cada minuto de filme.
O próprio título está incrivelmente bem escolhido, remetendo-nos imediatamente para a expressão: "Are you felling blue?".

Um filme que nos choca, emociona e ao mesmo tempo nos surpreende. E tudo isto centrando-se apenas na realidade mais profunda e íntima de um simples casal que poderá estar mais perto do que nós imaginamos.