quarta-feira, agosto 31

Friends with Benefits

Forget emocional, get physical!

Depois de "No Strings Attached" e "Love and Other Drugs" chega às salas mais uma comédia romântica sobre "Friends with Benefits".

Mila Kunis e Justin Timberlake têm química, muita química... Os diálogos entre eles são rápidos, com uma perspicácia fascinante e sem dúvida inteligentes. A ideia de entrar no quarto, ver como as coisas correm numa noite, entre duas pessoas que só se conhecem como amigas, que não têm o mínimo interesse emocional uma pela outra, está sem dúvida muito bem conseguido neste filme! O próprio desconhecimento do corpo um do outro tem uma abordagem divertida e ao mesmo tempo extremamente bem descrita neste hilariante filme, sobre duas pessoas que tiveram a sua conta de desgostos amorosos. Mais uma vez temos um realizador, neste caso Will Gluck, a largar os romances de mão dada, que dominaram durante séculos o cinema americano, e passamos às amizades mais digamos que sensuais, sem o mínimo de emoção platónica. Século XXI é sem a menor dúvida o século dos amigos com benefícios, e estes filmes revelam isso mesmo. No entanto, e como sempre, mantém-se o lema ou o velho cliché... Não há sexo sem amor nem amor sem sexo!

É caso para dizer que a minha Era acabou... A Era dos Românticos...

domingo, agosto 7

Super 8


Um filme de J.J.Abrams com um grupo de miúdos, que começou por gerar muitas dúvidas e da minha parte não teve grandes expectativas, no entanto...

Deixem-me dizer que durante algum tempo andei de costas voltadas para Steven Spielberg, este filme veio mudar algumas das minhas desconfianças.
J.J. Abrams consegue guiar um grupo de adolescentes talentosos, de forma a criar um filme com interessantes perspectivas cinematográficas. Com um argumento sólido, actores prodígio, efeitos especiais extraordinários e uma banda-sonora altamente convivente, criou-se um filme magnifico, que faz com que muita gente regresse aos seus tempos de infância.
Os momentos mais marcantes são sem dúvida as cenas de pura entrega por parte do elenco mais jovem à arte de filmar ou representar... Realizadores e actores de palmo e meio mas com muito talento para demonstrar!

Vale a pena regressar ao verão de 1979, nem que seja para recordar o formato "Super 8", e claro o amor incondicional pelo o cinema...

sexta-feira, julho 15

Harry Potter and the Deathly Hallows- Part II

ATENÇÃO CONTÉM SPOILLERS

Chega ao fim um ciclo de magia... a saga que acompanhou a evolução de uma geração (a minha), o fenómeno cinematográfico do nosso século é encerrado por David Yates.


De lado, vou deixar as minhas discordâncias em relação ao final que J.K.Rowling escreveu para Harry Potter.

Comparando esta segunda parte com a primeira, a minha opinião diverge um pouco da maioria dos críticos e entendidos que tive oportunidade de ler, isto porque, considero o primeiro filme muito superior a este segundo... a questão que se coloca é porquê? Vistas as coisas de um prisma mais amplo, e não só apenas do ponto de vista visual e sonoro, o segundo filme é muito mais superficial no que toca a exploração de argumento e personagens, note-se que neste filme todos os relacionamentos sejam eles amorosos, amigáveis ou estritamente de profunda admiração não são explorados, nem mesmo na personagem de Potter que é por excelência o grande interveniente dos momentos mais emotivos da saga. O facto de esta parte ser extremamente comercial não significa que esteja mal conseguida nem invalida a prestigiante realização, até pelo contrário as interpretações estão excelentes todavia, nota-se em certas situações a tal falta de preparação emocional. A banda-sonora é sem dúvida o ingrediente mais bem conseguido, que arrepia sem que a imagem seja igualmente excepcional, deixando também actuar os momentos de silêncio essenciais para que o espectador se possa deslumbrar. A montagem/fotografia e os efeitos visuais estão bem conseguidos no entanto em alguns momentos do filme podemos observar algumas falhas sobretudo de montagem/fotografia.
Uma situação verdadeiramente deprimente é a má caracterização das personagens no final do filme, está muito abaixo das expectativas o que transforma o final da saga, tornando-se um pouco ridículo. Note-se também que, a falta de química entre Harry e Ginny é (a meu ver) tida em conta neste filme, apesar de tudo o espelho da desilusão do par permanece. Rupert Grint e Emma Watson (Ron e Hermione) amadureceram enquanto actores evoluindo individualmente e enquanto par, ao contrário de Daniel Radcliffe (Harry) que se limitou a progredir individualmente.

Tenho que salientar a personagem de Severus Snape que é sem dúvida a mais bem conseguida de entre todas as outras, e a quem não foi dada a devida importância no filme (nem sequer no livro), a sua morte é um momento que nos emociona até às lágrimas, uma cena poderosamente comovente.

Algo que achei deveras extraordinário foi no final do filme haver uma chuva de aplausos na sala de cinema, foi sem dúvida um momento magnífico que se deveria tornar um hábito, a ser aplicado a todas as pérolas ou diamantes cinematográficos, mesmo aqueles que têm a sala quase vazia porque a publicidade a grande escala não está ao alcance de todos...

sexta-feira, julho 1

Steve - Short Film


Uma curta com um grande elenco...



domingo, junho 26

Meat the Truth - Uma verdade mais que inconveniente

Um documentário muito interessante sobre o aquecimento global criado por activistas holandeses que defendem fervorosamente os direitos dos animais...

Get ready to "Meet the Truth" or in this case "Meat the Truth"



Retirado de: http://www.youtube.com/watch?v=u7LBPHtOBnk&feature=related

quinta-feira, junho 9

The Hangover - Part II

Bangkok as them know!

Phill, Stu
e Allan voltam a estar de ressaca mas desta vez no submundo Tailandês... Bangkok! Em vez do tigre de Mike Tyson temos um macaco drug mule, e em vez de uma penthouse temos um apartamento completamente a cair aos pedaços!

O enredo de noivo atrasado para o casamento mantêm-se contudo, no guião temos piadas mais sádicas, um humor mais dark e um comportamento mais de sick bastards...

Continuamos a ter um guião sólido sem espaços para improvisos, o que numa comédia deste tipo é, a meu ver, um ponto forte, pois não deixa margem de manobra para erros ou pequenos lapsos no desencadear da história! No entanto, os acontecimentos continuam a ser um pouco surreais o que não é necessariamente mau!
Os cenários e as interpretações são o ponto forte deste filme, o ambiente acompanha os eventos do guião nesta hilariante descoberta do que se passou na noite anterior, sem perder o ritmo ou se tornar visualmente aborrecido! As interpretações estão estrondosamente melhores que no primeiro, talvez por haver um amadurecimento das personagens, ou pela diminuição entre a distância actor-personagem. Zach Galifianakis está hilariante, Ed Helms está de chorar a rir e Bradley Cooper está extraordinário tendo em conta que este artista enfrenta um dilema que muitos actores encontram nas comédias americanas: a descredibilização da interpretação e do papel em prole de uma interpretação mais física e de pretty boy with a udge fucking problem! Justin Bartha é completamente excluído nesta sequela tal como tinha sido no filme anterior, talvez porque os realizadores têm aquele velho lema: Elenco que vence e rende não mexe!
Esta segunda ressaca não podia ser melhor, Todd Phillips fez o que toda a gente julgava cinematograficamente impossível, agarrar na melhor comédia dos últimos anos e fazer uma sequela igualmente hilariante e jocosa, se bem que por vezes um pouco exagerada!

WTF MAN?

domingo, maio 22

Pirates of Caribbean On Stranger Tides

Johnny Depp está de volta na pele do carismático pirata Jack Sparrow, aliás Captain Jack Sparrow. Nesta viagem não está em questão a vida de uma bela donzela, não estão em causa cofres de homens mortos e a navegação não é feita no "Precious Pearl", mas sim no "Queen Anne's Revenge" comandado pelo temível Blackbeard (Ian MacShane).

Depois de termos encarado a viagem aos
Confins do Mundo como a última, depois da confusão que se gerou para perceber como a saga tinha terminado, e de chegar à conclusão que 99,9% da população não tinha visto o final de Elizabeth e Will Turner, entendemos (finalmente) que há mais um rumo a seguir... chegar à fonte da juventude!
O capitão deste filme já não é
Gore Verbinski (com muita pena minha) mas sim Rob Marshal, que não se mostrou à altura de continuar a navegar por mares já navegados.
Este último
Piratas das Caraíbas revela uma falta de conexão e bom senso inimagináveis a nível do argumento, é verdade existe humor e acção mas não na proporção necessária nem na qualidade ambicionada. Digamos que o título "On Strange Tides", encarado no sentido pejorativo, é perfeito para resumir toda uma crítica sobre este filme.
No que diz respeito ao romance, qualquer gota de química entre
Penélope Cruz e Johnny Depp é pura imaginação, e todas as tentativas forçadas dos actores tornam-se estupidamente ruins e dificilmente têm o resultado esperado. Quanto aos actores secundários que vêm substituir Orlando Bloom e Keira Knightley (Sam Claflin e Astrid Berges-Frisbey), têm interpretações pouco activas ou até mesmo produtivas, e de tal forma más que, o romance se transforma num cliché miserável e previsível.
Os efeitos especiais e a banda-sonora, do excepcional cavalheiro Hans Zimmer, são elementos técnicos que estão (como sempre) esplêndidos. O que no meio de tantos bocejos e momentos de pura decepção acaba por não ser tão valorizado como deveria.


A questão que reside no final deste filme é: O que aconteceu à sereia Syrena e ao missionário Philip?! Bem... na verdade não sei mas, o que atormenta mais o meu ser não é isso! O que perturba a minha mente depois de ver a desilusão que foi navegar até à fonte da juventude é isto: Será que vai haver o Piratas da Caraibas Cinco?! Espero bem que não para desanimar já bastou este.... mas sim parece que há alguém quer continuar a lucrar com a saga!

Resumindo, os fãs da saga vão ficar decepcionados e intrigados, os fãs de Johnny Depp ou Geoffrey Rush vão ficar mais uma vez impressionados. No entanto os indiferentes ou os que não viram os filmes anteriores vão dizer: "Foi engraçado!" Todavia não se deixem enganar caros amigos e leitores pois o que está para trás é muito mais emocionante do que aquilo que acabaram de ver.

Ps- Caro espectador por favor não se esqueça de ver os créditos finais até ao fim como aconteceu em
Piratas das Caraíbas Nos Confins do Mundo há um final à sua espera!

segunda-feira, maio 16

Pina Bausch



Pura arte de emocionar sem sequer dizer uma única sílaba! Apaixonante, deslumbrante, extraordinário, magnifico e claro maravilhoso!

domingo, maio 1

Mean Creek (2004)

Fui ao baú dos filmes que me ofereceram e que nunca tive oportunidade de ver (ou nunca quis) e descobri entre Scary Movies e Espartanos do pior uma pérola cinematográfica realizada por Jacob Aaron Estes, Mean Creek. Isto prova que por vezes somos donos de verdadeiras relíquias e nem damos por isso, talvez pela nossa genuína ignorância...

Este filme narra a história de um rapaz, Sam, que é vítima de bulling por parte de um colega obeso (George) e com sérios problemas de integração social. É neste momento que Sam recorre à ajuda da sua colega, Millie, do irmão mais velho, Rocky, e seus amigos, Marty e Clyde. Planearam meticulosamente uma pequena vingança perfeita contudo, de um momento para o outro tudo muda...

Os actores deste elenco apesar de jovens são todos extraordinários, todos eles conseguem interpretar as personagens dramáticas sem excessivo melodrama. Penso que isto se deve às orientações por parte da realização que está extremamente bem conseguida, tanto a este nível de direcção de actores como no parâmetro técnico.

Para além de realizar Jacob Aaron Estes ainda é responsável pelo magnífico argumento que o filme apresenta. Depois de nos contemplarmos com esta surpreendente construção de texto ainda somos maravilhados com uma espectacular fotografia, banda-sonora e momentos de silêncio absolutamente arrepiantes.

Os temas abordados ao longo deste filme são todos eles complexos todavia, são aqui espelhados de forma peculiar e inteligente, que revela uma profunda reflexão por parte do realizador sobre os assuntos em questão. O bulling e as suas temíveis consequências é o objecto central, sobre o qual vão girar problemas morais e éticos expostos de forma brutal ao espectador. Estas cinco crianças vêem-se numa situação irreversível que pode alterar o curso das suas vidas para sempre. Para resolver tudo isto só têm de tomar uma decisão, com as seguintes opções: assumirem responsabilidades; não assumirem fazendo-se de inocentes; ignorar o acontecimento esperando que caia no esquecimento.
Toda esta dúvida enigmática vêm ainda acompanhada de problemas emocionais... Marty é um jovem problemático que assistiu ao suicídio do seu pai bêbado, Clyde é um jovem doce e carinhoso cujos pais são um casal de homens homossexuais, razão pela qual é constantemente ofendido verbalmente, e Sam é agredido permanentemente na escola.


Toda esta "série de acontecimentos desastrosos" leva-nos a ponderar o que faríamos naquela situação? Agiríamos de forma moralmente correcta? Ou pelo contrário seriamos egoístas ignorando a moral e a ética?

sábado, abril 23

Scream 4


"What's your favourite scary movie?" after this question is only Screams!

Sidney Prescott (Neve Campbell) é de novo perseguida por mais um scary movie freak, mas desta vez o assassino está mais próximo do que nós podemos imaginar, e mais não digo.
Scream é já por hábito uma saga de terror para rir, e este não fica nada atrás dos anteriores, há de facto uma inovação neste novo serial killer, no entanto o final não é muito diferente dos restantes.
Os filmes de terror também têm clichés e Scream 4 prova isso mesmo, o humor negro é uma constante, no entanto é adornado de alguma surpresa...
Resumindo não traz nada de novo, só altera algumas regras relativas aos filmes de terror, nunca deixando de ser de gritos!

Hello Sydney! Nice to ear from you... again!