sexta-feira, novembro 4

Contagion


Um vírus implacável ceifa a vida de uma mulher jovem que aparentemente só tinha Jet Lag ou uma grande constipação. Ela viajou para três sítios: Hong Kong, Chicago e Minessouta...
Dois patologistas (meus colegas por sinal xD) estão a fazer a autópsia, e assim que abrem a calote craniana eis que vêem algo que nunca esperaram ver em toda a sua vida…
Um deles diz:
"- Vai chamar alguém."
O outro responde:
"
- Quem?"
"
- Toda a gente!”

Contágio de Steven Soderbergh começa assim… Com a belíssima Gwyneth Paltrow estendida numa mesa de autópsias, Matt Damon em pânico, Jude Law no caminho para a fama, Kate Winslet numa incessante luta contra a protecção da humanidade, Jennifer Ehle num fato de “astronauta” num laboratório de doenças infecto-contagiosas, Marion Cottilard à procura da origem do vírus e Laurence Fishburne numa luta burocrática, que por vezes se torna bastante conveniente…

Um elenco de luxo, um guião estupendo e uma banda-sonora de cortar a respiração, são os pilares para a construção de uma obra prima. Junta-se a isso uma realização extraordinária e temos um filme de ficção cientifica único!
Uma das coisas que me aterrorizou foi pensar que talvez este filme de ficção cientifica não esteja assim tão longe de se tornar um drama ou um filme de terror. Posso dizer que já vi montanhas de filmes de terror e poucos me conseguiram assustar verdadeiramente, este filme (que não é de terror) deixou-me algo pensativa e perturbada. Mas, aparte as considerações pessoais e talvez políticas há que admitir que estamos perante um memorável filme sobre o que irá acontecer à humanidade se continuarmos neste alucinante ritmo que estamos a viver.
Não é possível descrever a sensação que temos quando vemos numerosas magnificas interpretações num mesmo filme, é complicado explicar como é que acontecimentos distintos encaixam como um meticuloso puzzle sem deixar o espectador confuso.
Um excelente filme que recomendo vivamente a ver no cinema só para ficarmos quietos na cadeira sem tocar em absolutamente nada! Posso ainda dizer que o filme é tão entusiasmante que, quando fui ao cinema, assim que alguém espirrava eu só pensava: Não toques na cara! Lava as mãos primeiro!

Steve Soderberth
realizou uma mão bem cheia de filmes formidáveis, pensei que já tivesse realizado a sua master piece... pelo vistos não!

domingo, outubro 16

Caro Leitor

Caros leitores,

Devido ao início das aulas este blogue será actualizado menos vezes, no entanto não se encontra desactivado.
Continuarei a escrever e espero sinceramente que continuem a ler.


Mais uma vez obrigada pela visita e pelo tempo disponível,

Catarina R.P.


Ps - Continuo a não perder um único episódio de Dexter, prometo brevemente escrever algo sobre a nova temporada deste nosso Serial Killer!

quinta-feira, outubro 6

Uma das últimas entrevistas a Bette Davis



Jornalist - "How do you want to be remembered?"
B. Davis - "As a good actress."
Jornalist - "That is not going to be a problem..."

I say - Bette you're not good... You're magnificent!

quinta-feira, setembro 29

Elegância no Cinema...

Com a aproximação do dia 6 de Outubro, dia da morte de Bette Davis, resolvi fazer uma viagem no tempo e ver, e rever, alguns clássicos da melhor actriz que o cinema já conheceu!
Obviamente que vou deixar uma lista do melhor da Davis para os meus queridos leitores...

The Little Foxes;
Now, Voyage;
All About Eve;
Dangerous;
What Happen to Baby Jane?;
Jezebel, a Insubmissa;
The Virgin Queen;
The Whales of August;
In This Our Life.

Também resolvi ver outros clássicos sem Bette Davis, para alargar horizontes, então seleccionei alguns filmes de Katharine Kepburn...


On Golden Pond;

Guess Who's Coming for Dinner;
The Philadelphia Story;
Bringing Up Baby.

Como já tinha a palavra Hepburn memorizada passei para Audrey Hepburn...


My fair Lady;
War and Peace;
Sabrina;
Roman Holiday;

E já que estava a falar de estilo, elegância e beleza, passei para a secção dos clássicos de Grace Kelly...


The Country Girl;

High Society;
Rear Window;
Dial M for Murder;
Mogambo.

No universo do cinema existem sempre actrizes que se distinguem ou por serem bonitas, ou por serem simplesmente geniais...
Bette Davis é e será simplesmente a mais extraordinária de todas...

domingo, setembro 18

Dexter is back...



Make me a believer?! You can try...

segunda-feira, setembro 5

One Day

Dia 15 de Julho é o primeiro dia do resto das suas vidas...

Dexter
e Ema são os melhores amigos durante vinte anos, até que subitamente (ou não) a amizade deixa de fazer sentido... É aí que começa uma grande história de amor.
Com a realização de Lone Scherfig (An Education), com o argumento de David Nicholls (autor do romance), e ainda com as actuações da belíssima Anne Hathaway e do encantador Jim Sturgess temos tudo, mas mesmo tudo para o filme perfeito.
O tempo passa mas, as personagens nunca alteram a sua essência, ao contrário da sua caracterização que está em constante mutação, tendo sempre em conta o ano ao qual aquele dia 15 de Julho pertence. É fascinante como exploramos a vida de duas pessoas e ficamos a saber tudo sobre eles tendo apenas conhecimento de um único dia de cada ano que passa nas suas vidas, o que revela um magnífico trabalho na construção do argumento adaptado.

É indiscutível que qualquer homem que apareça no ecrã ao lado de Hathaway é completamente enfeitiçado, o que gera sempre uma impressionante química, tanto emocional como física, com a actriz.

Uma montagem muito bem conseguida e uma estupenda banda-sonora ao cargo de mais uma mulher, Rachel Portman.

Um filme com uma simplicidade genuína e magnifica, que nos leva a reflectir na forma como desperdiçamos o nosso prazo como mortais sem dar por isso, em como o tempo passa entre os nossos dedos e queimamos a vida como se de um cigarro se tratasse.

quarta-feira, agosto 31

Friends with Benefits

Forget emocional, get physical!

Depois de "No Strings Attached" e "Love and Other Drugs" chega às salas mais uma comédia romântica sobre "Friends with Benefits".

Mila Kunis e Justin Timberlake têm química, muita química... Os diálogos entre eles são rápidos, com uma perspicácia fascinante e sem dúvida inteligentes. A ideia de entrar no quarto, ver como as coisas correm numa noite, entre duas pessoas que só se conhecem como amigas, que não têm o mínimo interesse emocional uma pela outra, está sem dúvida muito bem conseguido neste filme! O próprio desconhecimento do corpo um do outro tem uma abordagem divertida e ao mesmo tempo extremamente bem descrita neste hilariante filme, sobre duas pessoas que tiveram a sua conta de desgostos amorosos. Mais uma vez temos um realizador, neste caso Will Gluck, a largar os romances de mão dada, que dominaram durante séculos o cinema americano, e passamos às amizades mais digamos que sensuais, sem o mínimo de emoção platónica. Século XXI é sem a menor dúvida o século dos amigos com benefícios, e estes filmes revelam isso mesmo. No entanto, e como sempre, mantém-se o lema ou o velho cliché... Não há sexo sem amor nem amor sem sexo!

É caso para dizer que a minha Era acabou... A Era dos Românticos...

domingo, agosto 7

Super 8


Um filme de J.J.Abrams com um grupo de miúdos, que começou por gerar muitas dúvidas e da minha parte não teve grandes expectativas, no entanto...

Deixem-me dizer que durante algum tempo andei de costas voltadas para Steven Spielberg, este filme veio mudar algumas das minhas desconfianças.
J.J. Abrams consegue guiar um grupo de adolescentes talentosos, de forma a criar um filme com interessantes perspectivas cinematográficas. Com um argumento sólido, actores prodígio, efeitos especiais extraordinários e uma banda-sonora altamente convivente, criou-se um filme magnifico, que faz com que muita gente regresse aos seus tempos de infância.
Os momentos mais marcantes são sem dúvida as cenas de pura entrega por parte do elenco mais jovem à arte de filmar ou representar... Realizadores e actores de palmo e meio mas com muito talento para demonstrar!

Vale a pena regressar ao verão de 1979, nem que seja para recordar o formato "Super 8", e claro o amor incondicional pelo o cinema...

sexta-feira, julho 15

Harry Potter and the Deathly Hallows- Part II

ATENÇÃO CONTÉM SPOILLERS

Chega ao fim um ciclo de magia... a saga que acompanhou a evolução de uma geração (a minha), o fenómeno cinematográfico do nosso século é encerrado por David Yates.


De lado, vou deixar as minhas discordâncias em relação ao final que J.K.Rowling escreveu para Harry Potter.

Comparando esta segunda parte com a primeira, a minha opinião diverge um pouco da maioria dos críticos e entendidos que tive oportunidade de ler, isto porque, considero o primeiro filme muito superior a este segundo... a questão que se coloca é porquê? Vistas as coisas de um prisma mais amplo, e não só apenas do ponto de vista visual e sonoro, o segundo filme é muito mais superficial no que toca a exploração de argumento e personagens, note-se que neste filme todos os relacionamentos sejam eles amorosos, amigáveis ou estritamente de profunda admiração não são explorados, nem mesmo na personagem de Potter que é por excelência o grande interveniente dos momentos mais emotivos da saga. O facto de esta parte ser extremamente comercial não significa que esteja mal conseguida nem invalida a prestigiante realização, até pelo contrário as interpretações estão excelentes todavia, nota-se em certas situações a tal falta de preparação emocional. A banda-sonora é sem dúvida o ingrediente mais bem conseguido, que arrepia sem que a imagem seja igualmente excepcional, deixando também actuar os momentos de silêncio essenciais para que o espectador se possa deslumbrar. A montagem/fotografia e os efeitos visuais estão bem conseguidos no entanto em alguns momentos do filme podemos observar algumas falhas sobretudo de montagem/fotografia.
Uma situação verdadeiramente deprimente é a má caracterização das personagens no final do filme, está muito abaixo das expectativas o que transforma o final da saga, tornando-se um pouco ridículo. Note-se também que, a falta de química entre Harry e Ginny é (a meu ver) tida em conta neste filme, apesar de tudo o espelho da desilusão do par permanece. Rupert Grint e Emma Watson (Ron e Hermione) amadureceram enquanto actores evoluindo individualmente e enquanto par, ao contrário de Daniel Radcliffe (Harry) que se limitou a progredir individualmente.

Tenho que salientar a personagem de Severus Snape que é sem dúvida a mais bem conseguida de entre todas as outras, e a quem não foi dada a devida importância no filme (nem sequer no livro), a sua morte é um momento que nos emociona até às lágrimas, uma cena poderosamente comovente.

Algo que achei deveras extraordinário foi no final do filme haver uma chuva de aplausos na sala de cinema, foi sem dúvida um momento magnífico que se deveria tornar um hábito, a ser aplicado a todas as pérolas ou diamantes cinematográficos, mesmo aqueles que têm a sala quase vazia porque a publicidade a grande escala não está ao alcance de todos...

sexta-feira, julho 1

Steve - Short Film


Uma curta com um grande elenco...